TRADUÇÃO PARA DIVERSOS IDIOMAS
Domingo, 3 de Maio de 2009

Descolonização de Moçambique - Parte 1

Hoje, resolvi escrever um pouco sobre o processo da “descolonização exemplar” de Moçambique.

A razão é muito simples: ouvi, poucos dias antes das comemorações dos 35 anos da Revolução Abril, o Dr. Mário Soares afirmar, numa conferência, que a nossa “descolonização” foi óptima. A tolerância tem limites, apesar da sua idade.

Vou socorrer-me de um parágrafo da Wikipédia, sobre o assunto, e que passo a citar:

“Polémica sobre a descolonização das ex-colónias portuguesas na África

Algumas pessoas, tanto em Portugal, como nas suas ex-colónias de África, consideram que o processo de descolonização foi mal conduzido.

Um dos argumentos é fato de não terem sido incluídos nos acordos que levaram à independência das colónias garantias sobre os direitos dos residentes que ali viviam e que viriam a escolher a nacionalidade portuguesa; esses críticos justificam o êxodo dos portugueses por essa razão.

No entanto, os problemas que viveram, a seguir às suas independências principalmente Angola e Moçambique, são, geralmente, atribuídos a questões internas de governação e não ao processo de descolonização.”

Cito, também, na íntegra, o parágrafo do Programa do MFA, relativamente ao problema colonial:

“8 – A política ultramarina do Governo Provisório, tendo em atenção que a sua definição competirá à Nação, orientar-se-á pelos seguintes princípios:

a)      Reconhecimento de que a solução das guerras no ultramar é política, e não militar;

b)      Criação de condições para um diálogo franco e aberto, a nível nacional, do problema ultramarino;

c)       Lançamento dos fundamentos de uma política ultramarina que conduza à paz.

Eu acrescento, não são só algumas pessoas que dizem que processo de descolonização foi mal conduzido, mas sim, a grande maioria dos portugueses.

Se o Dr. Mário Soares tivesse afirmado que tinha sido, naquelas circunstâncias, a forma possível, apesar de, mesmo assim, ser contestável, estaria mais próximo da realidade.

A minha opinião é que a “descolonização” foi feita desta forma devido à imposição dos comunistas, muito bem estruturados, e que tinham o poder de condicionar toda a actividade política, em Portugal, dada a falta de preparação política de todos os outros, nos quais incluo Mário Soares e Almeida Santos, que, com Melo Antunes e Otelo Saraiva de Carvalho, “negociaram” a independência de Moçambique, num acordo que foi, apenas, uma “capitulação” perante o Comunismo Internacional da época, representado pela antiga União Soviética e pela China.

Penso que o processo de descolonização chegou com um atraso de 15 a 20 anos, mas, também, acredito que os nossos governantes da altura, não se socorreram de todos os meios ao seu dispor, nomeadamente, o Conselho de Segurança da ONU, para que o processo tivesse um rumo diferente.

 

 

 

Estes “negociadores” não sabiam rigorosamente nada do que se passava no terreno e reconhecer a Frelimo, que só se representava a si (menos de 20 % da população moçambicana) como único interlocutor, foi um erro crasso e que contribuiu para uma longa guerra civil em Moçambique.

A própria liderança e o rumo seguido por Samora Machel começaram a ser contestados pela União Soviética, considerando que as suas práticas eram estalinistas e que já tinham sido banidas pela própria URSS.

O que se passou a seguir foi algo de terrível. A deslocação de populações, a prisão de pessoas que professavam religiões (Samora Machel era ateu), de opositores da Frelimo, mesmo antes de tomar o poder, as suas condenações à morte, em julgamentos fantoches em Nachingwea e as suas execuções em “campos de concentração” no Niassa, Cabo Delgado e Zambézia e cujos segredos continuam bem guardados pelos actuais dirigentes da Frelimo que estão no poder ou no caciquismo das cidades e aldeias.

Mas, como diz Carlyle, são os oportunistas de toda a espécie que se aproveitam das revoluções. Os autores dos crimes continuam, intocáveis, no poder e os “negociadores”, excepto o falecido Melo Antunes, vivem faustosamente sem que esta realidade os incomode; “a nossa descolonização foi óptima”, dizem eles.

A verdade é que foram criados outros países, mas que continuam como sendo dos mais pobres do mundo e não há CPLP que lhes valha. As independências vieram como a chuva no Inverno e só não foi concedida a independência à Madeira e aos Açores, porque ninguém se lembrou, na altura, de criar movimentos de libertação nestes dois arquipélagos. Recordo-me de um “slogan” anarca, nessa época, e que fez furor: “Independência para as Berlengas, já!” ou, então este:"Nem mais um faroleiro para as Berlengas".

  

 

Para todos ficarem com uma ideia sobre a personalidade do criminoso Samora Machel, leiam o que diz, acerca dele, o primeiro embaixador da União Soviética em Moçambique:

Samora Machel foi um verdadeiro ditador como Estaline em maus-tratos à população portuguesa

Embora essa vergonhosa atitude, própria de extremista complexado e repleto de ódio racial não seja novidade para o mundo, transcrevo porque penalizou injustamente vidas e o futuro de milhares de moçambicanos de todas as cores e origens e um País chamado Moçambique, que ainda hoje se ressente económica e socialmente dessa verdadeira, insana e irresponsável loucura.

Afinal quem não lembra, naquela época tremenda de 74/75, os aeroportos moçambicanos repletos de famílias luso-moçambicanas que, assustadas e ameaçadas a cada discurso demagogo e populista desse senhor, abandonavam todos os seus bens fruto de muito trabalho e suor e buscavam lugar e abrigo nos aviões de volta a Portugal?

- As revelações são de Piotr Evsiukov, primeiro embaixador soviético em Moçambique, em “Memórias sobre o trabalho em Moçambique”.

Maputo (Canal de Moçambique) - Diplomatas soviéticos que deram início às relações diplomáticas entre URSS e Moçambique criticam a política de Samora Machel face à população portuguesa branca, sublinhando que, nesta área, o Presidente moçambicano se comportou de forma semelhante ao ditador soviético, José Estaline.

De forma dura, como Estaline, Samora Machel tratou os portugueses que viviam em Moçambique. Muitos deles receberam com entusiasmo os combatentes pela independência quando entraram em Lourenço Marques e estavam prontos a cooperar de todas as formas com a FRELIMO”, escreve Piotr Evsiukov, primeiro embaixador soviético em Moçambique, em “Memórias sobre o trabalho em Moçambique”, a que a LUSA teve acesso. “Não obstante, também aqui se revelou o extremismo de Samora Machel. Ele apresentou condições tais de cidadania e residência aos portugueses em Moçambique que eles foram obrigados, na sua esmagadora maioria, a abandonar o país... Com a fuga dos portugueses, a economia de Moçambique entrou em declínio”.

Piotr Evsiukov recorda que Machel era um convicto admirador de José Estaline. “Samora Machel falou-me várias vezes do seu apego e respeito por José Estaline.”  

Consultem o artigo, na íntegra em:

http://foreverpemba.blogspot.com

E foi a terroristas deste calibre que Portugal entregou o destino de Moçambique e que o “frelimismo” conduziu ao lugar dos países mais pobres do mundo. 


 

Por último, quero incluir neste "post" o indivíduo que, abusando do poder que tinha na Frelimo e "conselheiro" do Samora Machel, condenou, em Nachingwea, os opositores da Frelimo, que vieram a ser executados em vários campos de concentração, nomeadamente, em Netelela (ex-Nova Viseu). 

Este indivíduo exerce funções de alto nível, em Moçambique, mandatado pelos governos de Samora, Chissano e Guebuza. 

Os seus crimes não merecem qualquer perdão dos moçambicanos e da Comunidade Internacional. Cometeu crimes contra a Humanidade.
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publicado por gruposespeciais às 00:21
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